Don’t Worry, Be Happy – Felicidade Elétrica

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Coletânea de blues elétricos e empolgantes.

1-Rufus Thomas – Walking The Dog

Rufus Thomas nunca foi realmente um bluesman. Cantor de R&B, soul, radialista e comediante, Rufus começou sua carreira artística como sapateador e cantor de scat nas ruas de Memphis. A carreira como cantor aconteceu por acaso, quando teve de substituir um artista em um show na famosa Beale Street.

Uma de suas primeiras canções gravadas, “Bear Cat” (1953), foi um plágio de “Hound Dog” de Big Mamma Thornton, e quase levou a gravadora Sun Records à falência com o processo movido pela a autora. Coincidentemente a mesma Sun Records fez com que “Hound Dog” virasse um sucesso muito maior pela voz de Elvis Presley poucos anos depois. Apenas 10 anos depois, Rufus gravaria seu hit pela gravadora Stax (e com a banda maravilhosa da casa): “Walking The Dog”.

Atingindo o décimo lugar na parada Hot 100 da Billboard com sua letra baseadas em rimas infantis, o blues funkeado “Walking the Dog” foi o one-hit-song de Rufus Thomas e sua grande vaca gorda de royalties. A canção foi regravada pelos Rolling Stones, The Sonics, Everly Brothers, Aerosmith, Green Day, Dr. Feelgood, Trashmen

2- Snooks Eaglin – Dizzy Miss Lizzy

Fird Eaglin, Jr...

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Don’t Worry, Be Happy – Felicidade Acústica

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Coletânea de blues acústicos, felizes e uptempo.

1-Cootie Stark e Neal Pattman – Prison Blues

Quando o talentosíssimo guitarrista (e sósia de menino de boyband) Kenny Wayne Shepherd resolveu dar um tempo das drogas e fazer sua peregrinação espiritual pelas raízes do blues, aproveitou para colocar os melhores momentos da viagem em um documentário chamado “10 Days Out: Blues from the Backroads”. Entre vários bluesmen de muito reconhecimento, um dos pontos altos do filme é a apresentação do obscuro duo Cootie Stark e Neal Pattman dando um show de blues rural que mistura uma forte pegada de worksong, em uma canção piedmont com um clima forte de delta blues. Kenny desnecessariamente dobra o violão base nessa faixa.

Cootie Stark, violonista, nasceu em 1927 com uma péssima visão. Impedido de trabalhar no campo ou empregos regulares, abraçou o violão dado pelo pai aos 14 anos e começou a tocar na rua.  Com os anos sua visão pioraria até ficar completamente cego, mas antes disso teve a oportunidade de aprender os truques do ramo com Josh White, Peg Leg Sam e outras lendas do piedmont blues.

Durante décadas seu trabalho original de piedmont foi renegado por falta de apelo popular. Stark foi redescoberto em 1997, já com mais de 70 anos de idade tocando covers de Fats Domino. Com a ajuda de Taj Mahal, Cootie Stark gravou seu primeiro álbum em 1999 e seu segundo e último em 2003.

Neal Pattman parece ter seguido uma carreira parecida com a de Cookie Stark. Aos nove anos perdeu o braço direito e se dedicou à gaita. Inspirado pelo estilo de Sonny Terry, também foi tocar nas ruas, mas conseguiu também manter um trabalho regular como assistente de cozinheiro em uma universidade da Georgia. Décadas de obscuridade como músico começaram a dar lugar para um pequeno reconhecimento ao participar de um evento musical em New York em 1989. Após isso, também com  uma forcinha de Taj Mahal,  Pattman conseguiu destaque o suficiente para gravar três discos, sendo o segundo homônimo da canção que abre esse álbum: “Prison Blues”.

Cootie Stark e Neal Pattman poderiam facilmente serem taxados de os novos Sonny Terry & Brownie McGhee se os tempos fossem outros. Não só pelo estilo musical, mas também pela coincidência com as deficiências físicas (Sonny e Cootie eram cegos, Brownie foi vítima de pólio tendo uma perna incapacitada e Neal perdera um braço). Infelizmente não conseguiram sucesso no começo de carreira, só trabalharam juntos já aos 70 anos de idade… uma pena realmente. Ambos morreram em 2005.

2- Johnny Winter – Evil On My Mind

Se...

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Probleminhas técnicos – Layout temporário

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Por alguma razão percebi essa madrugada que meu layout oficial aqui estava apresentando problemas e não separando meus roteiros do blog. Temporariamente estou com esse layout e republiquei os roteiros em formas de posts.
Desculpe a inconveniência. Já descubro qual é o bug (que sei que foi relacionado a nova versão do WordPress) e conserto. O layout bonitinho voltará em breve.

Abraços.

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