A mais completa coletânea de blues e provavelmente a última que farei para disponibilizar na web.

Nota: Essa página será atualizada sempre que um post novo for publicado com mais um álbum da coletânea.

São 15 álbuns contendo 150 canções por 134 artistas tocando por 8 horas e meia. São 750mb de blues organizado em 4 blocos principais:

1. Os Clássicos

Os artistas de blues mais conhecidos e alguns não tão famosos fora do meio representados com uma ou duas canções que se tornaram seus standarts. Os Clássicos é um bloco de quatro volumes com o ABC do básico ao intermediário. Se você não conhece nada ou muito pouco de blues, comece por aqui.

2. Não é Nada Igual

O Bloco ”Não É Nada Igual” traz 5 álbuns divididos cronologicamente em um período de aproximadamente um século entre as primeiras composições até as performances do início do séc. XXI. A seleção foi criada levando em consideração cada canção pelas suas características únicas e que claramente as diferem das outras nos álbuns desse bloco.
A ideia aqui é que fique impossível até para um leigo e ignorante aceitar que “blues é tudo igual”. ;)

3. Para os Hipsters

  • 16 Toneladas
  • Fervendo Na Pista

4. Don’t Worry, Be Happy.

  • Felicidade Acústica
  • Felicidade Elétrica
  • Piedmont Para Inspirar
  • Velho e Triste (pra caralho)

 

Essa coletânea é voltada para quem não conhece blues, conhece muito pouco ou conhece razoavelmente bem, mas está por fora do que se produz de mais atual no gênero.

Notas sobre a Coletânea

É impossível abranger todo o espectro do blues e seus subgêneros sem que uma canção atravesse um estilo e esbarre em outro. Em um gênero que promove o improviso, nada mais natural que se rompam barreiras de estilo vez ou outra. O único “álbum” nessa coleção voltado para um gênero em especial foi o Piedmont, que por alguma razão pouco reverbera hoje.

Será notável também para alguns que gravações de blues mais antigas estão em menor volume. Foi uma decisão proposital visando ouvintes novos que podem não estarem habituados com a precária qualidade de gravação do começo do séc. XX. Existem algumas canções aqui e ali, mas levando em consideração que existem muito mais gravações realizadas em estúdios reais do que em estúdios improvisados ao ar livre ou quartinhos, creio que a representação quantitativa é proporcional.

Obviamente tive de tomar inúmeras decisões arbitrárias sobre o que e quem entrava ou não entrava nessa mega coletânea. Apesar de existirem milhares de artistas de blues, dois deles criaram canções matrizes de onde os que vieram depois criaram versões ou se inspiraram para comporem novas canções: Robert Johnson e Willie Dixon.

A verdade é que Robert Johnson não criou porcaria nenhuma. Ele foi um bom arranjador e excelente executador de uma série de blues que ouvira de outras pessoas em vários lugares diferentes dos EUA. Ele foi genial também em compilar um repertório excelente, catando aqui e ali canções dos outros e tocando de sua forma. Uma dessas canções que eu não suporto mais escutar versões é “Sweet Home Chicago”, mas tive a paciência de incluir em um dos discos o original “Sweet Home Kokomo” de Kokomo Arnold (que é bem melhor que qualquer outra versão posterior, inclusive a que ficou famosa por Robert Johnson).

Curiosidade: A cidade de Chicago cantada na versão de Robert Johnson não é a mesma onde o blues floreceu no estado de Illinois. Robert Johnson se referia a pequena cidade de Port Chicago, na California (onde vivia um primo dele).

Willie Dixon foi o baixista, olheiro, arranjador e compositor de uma dezena de artistas de blues que ficaram famosos entre os anos 50 e 60: Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Koko Taylor, Bo Diddley, Etha James, Little Walter, Sonny Boy Williamson II, Jimmy Rogers etc. Versões de suas canções aparecem por toda a coletânea, mas não sua própria performance delas. Como Dixon não era primeiramente um grande cantor e, como baixista era simplesmente bom, preferi optar por um dos seus principais talentos: a composição.

Artistas Notáveis que não entraram para a coletânea:

Carey Bell, James Cotton, Ma’ Rainey, Memphis Minnie, Bessie Smith, Son House, Mississippi Fred McDowell, Jimmy Rush, Shakey Jake, Joe Hill Louis, Big Jack Johnson, Lonnie Mack, Chris Thomas King, Keb’ Mo’, Papa George Lightfoot, Son Seals, Little Milton, John Hammond, Eric Clapton… essa lista vai aumentando conforme vou ouvindo e percebendo a ausência desse povo.

 

 

 

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