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Da série: Grandes Miasmas

Antes de Lug de Paula ser conhecido como ‘Seu Boneco’, era conhecido como o ‘Calunga’, assistente de ‘Bento Carneiro’ no programa de seu pai, Chico Anísio. Pessoalmente eu o conheci como “grandessíssimo escroto”.

Em 1989, tinha doze anos de idade e era aluno interno no Colégio São José em Petrópolis (RJ). Carente de qualquer tipo de entretenimento ou distração qualificada, foi com alguma surpresa que me deparei com uma faixa laranja horizontal em cima da porta do Salão Nobre. Os dizeres em preto anunciavam: “Show do João Kléber – Uma noite de humor” ou algum título escroto desses do gênero.

Nessa época João Kléber era O humorista da nova geração. A velha guarda era representada ainda pelo eterno Ari Toledo, Juca Chaves e Costinha. João Kléber era considerado até engraçado e ligeiramente legal por alguns dos meus colegas. Eu tava cagando e andando pra todos eles. Tinha doze anos e tava mais preocupado em sobreviver no internato. Uma coisa no entanto me chamou a atenção. No rodapé do cartaz estava escrito: “Direção: Chico Anísio”.

Pô! O Chico Anísio eu queria conhecer. Não pelo respeito pelo conjunto da obra do cara ou pela versatilidade demonstrada na criação de seus personagens. Eu que eu queria saber mesmo era porque diabos ele ficava dizendo por aí que a empregada dele não entendia as piadas da ‘TV Pirata’. Queria pedir o telefone da empregada dele. Eu tinha tempo e disposição para explicar para ela cada sketch.

Hoje o filho dele, Bruno Mazzeo, faz um humor mais inteligente do que ‘TV Pirata’ e eu não soube de nenhum pronunciamento do pai a respeito disso. Na certa demitiram a empregada.

Fiquei então ali sentado perto da porta do salão esperando o Chico Anísio aparecer. O pátio estava vazio, os alunos estavam todos jogando futebol no ginásio ou no campinho e fiquei lá observando o movimento das formigas quando Lug de Paula apareceu caminhando. Levantei e me aproximei.

- Oi. O senhor é o Lug de Paula, né?
- Isso aí.
- Posso fazer uma pergunta?
- Pode.
- O Chico Anísio vai aparecer por aqui hoje?
- O Chico tá bem ali, ó! – e apontou para a porta do Salão Nobre.

Me virei já emocionado. Porra! Ia falar com o Chico Anísio, cara! Meus olhos procuraram rapidamente por qualquer figura humana presente ali no pátio, mas antes que percebesse que Lug de Paula havia mentido para mim, senti uma dor aguda e alucinante na cabeça. Minha visão até escureceu por uns momentos. O grandessíssimo escroto do Lug de Paula havia me dado um cascudo com tanta força que meu pescoço estalou. Depois me deixou ali todo atordoado enquanto caminhava rindo sozinho pelo pátio.

Te odeio, Lug de Paula.

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I present a few models for looking at comedy communities and the performers in them, attacking the delicate fabric of comedy with sterile, nerdy analysis.

Clique na imagem para ampliá-la.

Esse interessante gráfico publicado no Voss é o resultado de três horas de conversação nerd sobre comédia. Você pode ler aqui (em inglês).

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Da série: Grandes Miasmas

Esse me corrompeu pelo resto da vida.

Parabéns, Sr. Azulay!

Se fosse apenas a chacina generalizada que esse senhor causou na psiquê de todas as crianças dos anos 80 que sintonizavam a TVE (ou TV Cultura), eu ainda deixaria passar. A culpa não seria apenas sua, claro. Nenhuma criança sintonizaria um canal educativo por vontade própria. Essa crueldade obviamente era institucionalizada pelos pais pais esquerdistas ou hippies com crise de consciência social. Não consegue educar e nem consegue impedir a televisão na vida do seu filho? Canal educativo até ele comer toda a refeição.

Criança não quer comer “refeição”. Criança quer comer sanduíche do McDonald’s e o Sr. Azulay também corrompeu para sempre esse prazer com o seu programa. Nunca mais uma criança exposta a sua propaganda ideológica pôde contemplar uma embalagem de Big Mac sem conseguir evitar de pensar em uma tesoura sem pontas e um vidro de cola Polar branca atóxica.

Mas se esse senhor houvesse restringido sua campanha apenas aos canais educativos, ainda teria algum respeito pela sua condição de desenhista. Mas, não! O problema é que esse senhor agia de forma ampla e pró-ativa. Durante anos a fio se apresentava em carne e osso em colégios, clubes sociais e outras congregações mais inocentes para solidificar sua aterrorizante visão de um mundo comandado por uma tal Turma do Lambe-Lambe.

Infelizmente sei disso por experiência própria, pois fui vítima desse monstro que não se compara às suas crianções de personagens da tal Turma. Fui puxado ao palco por esse senhor quando ainda tinha 8 anos de idade e suportei no alto da minha tenra meninice a humilhação infligida por esse suposto artista que depois de me fazer uma pergunta anedótica (que não soube responder) me deu um safanão na têmpora direita e me expulsou do palco como um cão sarnento. Para piorar a resposta correta da anedota era contida em não só um, mas dois trocadilhos infames.

Daniel Azulay – Qual é a diferença entre um homem cansado e um ventilador quebrado?
Eu - Err… ventilador? Err.. não sei.
DA - É trinta!
EU – Hã?
PLAF! <-TAPA
DA – Vai pra lá! Pode ir!
DA -(para a plateia) – A diferença é trinta! O homem cansado se senta e o ventilador quebrado não venta. Noventa pra sessenta é trinta! Muito fáááaácil!

Te odeio, Daniel Azulay.

_-_

Turma do Lambe-Lambe, assombrando os sonhos infantis de 1976 a 1986.
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“I’m as mad as heck and I’m not going to take this anymore!”

Network foi lançado pela MGM em 1976 como um filme satírico. Não creio que essa tenha sido a intenção do roteirista Paddy Chayefsky ao criar o personagem Howard Beale. Eu não vou me ater a sinopses. Vocês podem ler várias por aí ou simplesmente pegarem a idéia com o trailer abaixo.

Vencedor dos Oscars de: Melhor Ator Principal, Melhor Atriz Principal, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro Original.

O crítico americano Roger Ebert escreveu na época: “filme soberbamente inteligente e bem atuado que tenta demais, que ataca não só a TV, mas a maioria dos males dos anos 70(…)”. Vinte e cinco anos mais tarde comentaria: “como uma profecia. Quando  Chayefsky criou Howard Beale, ele poderia ter imaginado Jerry Springer, Howard Stern e a Federação Mundial de Luta-Livre?

Não sou de compartilhar links para filmes ou álbuns em meus blogs. Não acho que deva realmente incentivar a pirataria enquanto não houver uma solução para os problemas que ela traz ou uma outra alternativa viável onde exista um equilíbrio mais justo entre o consumo e a produção.

Abrirei uma especial exceção hoje.  O torrent do filme está aqui.

Links para baixar via web:

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crédito das legendas: www.legendas.tv

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Pode ser que o dia não seja perfeito, mas o vídeo pelo menos tá quase lá. E ainda conta com as inusitadas aparições de Dr. John e Robert Cray.

A canção de Lou Reed conta com ele e esses artistas: Bono, Skye Edwards (do Morcheeba), David Bowie, Suzanne Vega, Elton John, Sir Andrew Davis (condutor da BBC Symphony Orchestra), Boyzone, Lesley Garrett, Burning Spear, Sir Thomas Allen, Brodsky Quartet, Heather Small (do M People), Emmylou Harris, Tammy Wynette, Shane MacGowan, Sheona White (BBC Young Brass Soloist of the Year 1996), Dr. John, Robert Cray, Hugh “Huey” Morgan (Fun Lovin’ Criminals), Ian Broudie (The Lightning Seeds), Gabrielle, Evan Dando (Lemonheads), Courtney Pine, BBC Symphony Orchestra, Brett Anderson (from Suede), Visual Ministry Choir, Joan Armatrading, Laurie Anderson and Tom Jones.

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… mas a capa do Terra me deixou bolado demais.

E depois dizem que o futuro das notícias está na internet.

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Não é inveja nem desprezo. É revolta e frustração mesmo.Longe de mim não querer que as pessoas sejam felizes. Um dos meus cinco lemas é justamente o contrário:

Quero que todos sejam felizes porque quanto mais gente feliz, menos gente enchendo meu saco.”

O chato é que entra ano e sai ano e é a mesma coisa. Não tem um festival de música que me interesse no Brasil. É raro ter alguma atração que eu goste e quando acontece, normalmente fico limitado aos clássicos do rock como como AC/DC (perdi porque estava em Londres), Z.Z. Top (estava me mudando no dia do show) e Iggy Pop (esse eu consegui).

Todo ano pipocam os festivais e é sempre a mesma decepção porque além de não ter nada que eu curta, eu deixo de passar bons momentos junto dos amigos que curtem todas essas coisas. Sinto falta disso. Acho que a última vez que me diverti com amigos em um festival de música foi no Rock In Rio 3.

A minha esperança de que aparecesse um festival por aqui com Supergrass eLouis XIV então morreu quando as duas bandas atuais de rock atuais que mais gosto resolveram encerrar suas atividades esse ano. Essa última então mal ficou conhecida aqui.

Então para não ficar só no mimimi, resolvi imaginar um festival de rock com um line-up de bandas que estão na ativa e que curto. Não custa sonhar e incentivar o inconsciente coletivo.


Palco Me

Locksley
Banda indie rock/pop que descreve seu próprio estilo como ‘doo-wop punk’, Locksley é uma banda divertida com músicas que normalmente não passam de 3 minutos. Atualmente a canção “Slink (A Hymn)” é meu toque padrão de celular.

King Khan & The Shrines
Conheci o hombre anos atrás na Lapa (RJ) quando fazia um show em parceria com o músico canadense BBQ. Muito porralouca e faz um soul/R&B rock lindo. Essa música abaixo recentemente foi trilha sonora de um episódio da série Chuck.

Cabaret tocando Nick Cave
Nada contra o trabalho oficial do grupo, mas gostei tanto da performance dos rapazes com teclado, backing e participações especiais que fiquei de cara nos últimos dois shows que assisti da banda. As canções de Nick Cave também ajudam. Arranjos ótimos e um show raro e imperdível que gostaria que se repetisse. Só me resta aguardar pelo segundo álbum da banda.


Palco De Lucia

De Novo Dahl
Banda americana de indie-rock mega feliz. Não precisa ter uma bio interessante. O som só precisa ser legal.

Imperial Teen
Banda de indie-pop formada pelo tecladista do Faith No More. É… eu sei. É estranha essa frase.


Tenda Branches

Hazmat Modine
Jazz, klezmer, blues, balcan calypso e ska. Tudo misturado em um som familiar e ao mesmo tempo estrangeiro em qualquer lugar do mundo… talvez menos em Nova York, lar dessa banda única com a rara configuração de dois gaitistas fixos entre seus integrantes.

Son Of Dave
Beat box, loops e gaita. Blues, rock e soul com esse one-man-band ex-integrante da banda Crash Test Dummies.

A pergunta que fica no ar é: alguém além de mim pagaria uns 200 contos para ver isso? :P

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